
...Já vos aconteceu saberem exactamente o que querem para o vosso futuro, saberem quase descrever o que comerão ao pequeno-almoço e o que o maridinho cozinhará ao jantar?... E precisamente o oposto? Não fazerem a mínima ideia do que querem ou do que estão a fazer agora em prol desse futuro?
Não, não estou a ficar velha e sei que é suposto vivermos cada dia como se fosse o último! E sim, tenho muitas certezas em muitos aspectos da minha vida! (Torradinhas e leite com café ao pequeno almoço e esparguete com bife, com o molho especial do maridinho à noitinha lol) Mas, falo em relação ao sustento da casa, que deveria ser também um sustento da alma... Sempre me julguei daquelas pessoas que tinha a certeza do que queria ser "quando fosse grande". Nunca me passou pela cabeça ser 1001 coisas, como a maioria das crianças. Nunca quis ser "cabeleireira, bolista (vulgo pasteleira), lavadeira do rio", entre outras, como a minha querida irmãzinha (agora adulta responsável e decidida!). Sempre me mantive fiel à minha ideia e Deus sabe o quanto me esfalfei para chegar onde estou. E então, não devias dar pulinhos de alegria? - perguntam vocês, e muito bem. Devia! E dás? Não! Quer dizer, tem dias. Tem dias em que acordo e tenho a certeza que estou no caminho certo. Que isto é só uma rampa de lançamento, cabe-me decidir onde aterrar. Tem outros em que penso que poderia ter escolhido uma rampa mais curta e directa e aterrar num sítio agradável na mesma.
Sempre achei que decidir aos 18 anos o que fazer da vidinha, era muito ridículo! Mesmo que na altura tivesse a certeza do que queria...
Sempre estranhei os meus colegas que aos 18 anos não sabiam minimamente o que queriam ser "quando fossem maiores". Hoje, estranho ter 23 anos e estas dúvidas do que vou fazer "agora, que sou grande"...